quarta-feira, 30 de maio de 2012

Todavia

Tenho um apêndice no corpo
Um amor bruto 
E só consigo lapidá-lo
Ao modo de Penélope
Que tece e desfaz sua trama
Sempre igual
Tudo é sempre igual
O agora é uma criança mimada
Não sabe o que quer
Não sei onde estar
Caberia perder o argumento
Prefiro verdade à razão
Todavia, fui consultar o óbvio
E ganhei um maço de conjunções adversativas
Já fumei todas, nem deu pra noite
Amanhã volto lá
Seja lá onde for
Sempre ávido

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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