sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Origens

Me deito sobre as raízes
Esfrego meu peito na terra
Quero a amplitude do elemento original
Quero dormir a natureza
Entre sonos de morfina
Não, essa beleza não morre
À golpes de rotina
Se for comida aos soluços
No campo desse amor absurdo
A sua presença de neblina turva
E desespera
Não, não quero bucetas bípedes
Quero asas que me sequestrem do tempo
E sexos que me transem ao cume
Das origens
Quero bocas e ouvidos que me transmitam
Quando meus sentidos revelarem as mais céticas
Idiossincrasias
Apodrecendo todas as paixões
Que gritam nos sonhos de eu-criança
E declinam numa dança de musas
Fleumáticas e vazias.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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