domingo, 6 de novembro de 2011

Heresia

Minha angústia jorra dos poros
Animando a inexpressão de Clara
Resvala no seu corpo de retina
Dissolve luz na pedra bruta

Condenado em absoluta heresia
Escorro entre beijos e espantos
E insisto amar a musa oblíqua
Que zomba de mim pelos cantos

No oásis ao norte de Pasárgada
Eu quero beber de toda a água
Que aos poetas nenhum mar ostenta

E, na areia, vomitar a alma
Que a vida inteira não esgota
E a carne frágil não sustenta

0 comentários :

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP