quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Limite

Desde que você foi embora, talvez antes
Tenho andado sobre e entre as superfícies do tempo
Bolhas de sabão
Limites frágeis para a minha condescendência com a vida

Não caminho em campo aberto
Atravesso véus de seda
Abrindo labirintos
Como no sonho branco de um paraíso insalubre

Às vezes, a vejo pontuar o horizonte
Guia silenciosa
Mas quando me mexo, a imagem vacila
Seu rosto some

Permaneço eu, a contragosto,
Lamentando o inaudito
As palavras que nasceram em nossas bocas
Penderam por nossos corpos
E se perderam por aí

(Tudo é nada se o estado é de dormência)

Estou ficando louco, com certeza
Mas não tenho medo
Porque quando eu perder a consciência
Não vou mais ter de fingir que sei jogar
O jogo

0 comentários :

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP