sexta-feira, 1 de julho de 2011

Trama.

Quando chora
Eu
Circunspecto
Preocupo imediato consigo
Você demora a voltar
A si
E quando volta, rasga o luto
Ri
Transforma de nuance
Muda de forma
Camaleônica mulher que acende
Se vista como um banquete
Mas na iminência da boca fremente
Medra
E evapora

Olha
Olha de lado pra mim
Provoca o meu lirismo
Me enforca na sua trama
Faz que vai abrir os braços
Chego a pensar que me ama
E, pouco a pouco, desfaço
Exclamações em reticências
E retas em embaraços...

Choro
E você,
circunspecta
Esnoba imediato comigo
Demoro a lhe entender
E quando entendo
Rio
Desaprendo sobre amores
Transformo de nuance
Evoco os meus rancores
Dobro a sua arrogância
E, então, você me vem
Ouço sua voz crescer
Sem identificar mais nada...

(Irônica é a vontade da paixão.
Camaleônica é a cadeira do tirano.)

E quando da revolução
E quando eu te enforcar na trama
Serei terrível algoz
Serei perfeito carrasco
Pois quero te pôr aberta,
O destino ao meu comando
O espírito carmim

Brilha mais e mais pra mim
Que o meu asco é assassino
Vou sugar seu viço aos poucos
Vou desnortear seu tino
Vou te esfarelar na mão
O meu destino é anárquico
E o espírito...
Carvão.

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Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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