sexta-feira, 29 de julho de 2011

Planície

Fora da rota
Cheiro de chuva
As folhas da goiabeira que balançam
A cidade bem longe
Alguma música no fundo
Meu caderno nas mãos
Um passeio sem pressa
No escuro

Enquanto a noite se alonga
Entre horizontes de planície
Eu, aqui, pensando que seria incrível
Te mostrar o encontro do mar com o rio
E a curva da ribeira

Pela manhã que nasce, além da estrada
Ainda espio.
Você não vem.

Sei disso, mas, mesmo assim,
Esqueço a graça do mundo
Porque é como se em tudo o que existe de vivo
Vicejassem seus rastros, seus resíduos
Fantasma de quem eu,
Talvez por medo,
Me esforço em guardar o rosto
Que se apaga no vazio...

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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