sábado, 25 de junho de 2011

Solstício de Inferno

Inverno, agora,
Hiberno.

No chão as palavras pingentes
Que ditas na cara, ou entres os dentes
Jamais vingaram na sua alma infértil

Hiberno, sim, e que saída?
Não vou morrer por fome de amor
Nem vou matar por fome de vida

Me explica, por favor, o seu problema!
Como é que você nunca se cansa
De repetir os erros mais mesquinhos?
A vida não é um piquenique de domingo
Com papai, mamãe e os amiguinhos
(CRI-AN-ÇA!)

A vida é uma Quimera faminta!
É inútil se fazer de rogada
Ela vai te destruir, te dissecar,
Te esvaziar, te engolir
Até o caroço
(Sozinho ninguém pode...)

Hiberno, é só o que me resta
Não quero saber de verdades inertes
Minta! Seja santa, seja puta, seja alheia...
Mas seja honesta!

Não tenho a alma pequena
E nem sangue de barata:

Não vou te levar pra casa
Quando a casa cair
No fim da festa
Mas não vou aplaudir seu delírio
De puxar o gatilho
Contra a própria testa!

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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