sexta-feira, 6 de maio de 2011

(I Can't Get No) Satisfaction.


O que é pleno?
Se eu pudesse descobri-lo
Se eu pudesse conhecê-lo
Eu nunca mais tocaria no vazio
Mas não encontro esse objeto
Esse corpo de mulher
Esse poema maravilhoso
Essa paz ao pôr-do-sol
Essa peça
E, enquanto espero, eu me loto de incertezas
E me loto de ar
Porque preciso preencher, não importa
Com que substância
Então prefiro fazer todas as merdas
Destruir o meu pulmão
Andar à toa por aí
Beber todos os dias
Virar todas as noites
Do que parar pra pensar o tempo todo
E constatar, mas sem ação
O tamanho e a intensidade
Dessa falta de sentido
E desse excesso de paixão.

* Foto: tela "O Terapeuta", de René Magritte (1937).

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Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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