terça-feira, 19 de abril de 2011

Presente.

Lembro tua boca agora
Tua boca é presente
É um lapso de memória viva
É um vórtice no céu

Vivo tua boca a toda hora
E a tua chegada iminente
E a sucção permanente dos lábios
De vórtice no breu

Tua boca é território meu
Pra onde sempre hei de querer voltar
E se me cerceado este lugar
Habito eu o exílio e a dor

Narro a tua boca num constrangedor
Poema recém-rascunhado
Que é pra manter aceso esse sabor
E a tua boca jamais virar passado...

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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