quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Silêncio.

Eu vejo a estação
Minh'alma se reparte entre os vagões
A Poesia me leva
E me lava
Você, apenas lá
Existe implícita
Seu olhar me apanha
Nesse lugar onde o tempo
Não passa
Não há nada, não há ninguém
Apenas você que me encontra
Que me salva do silêncio
Que, na madrugada sem chuva, espera
Próxima ao meu destino
O trem da vida
Quando nós, à beira dos trilhos,
Fundimos os desejos
E inclinamos as cabeças, juntos,
Na exata direção
Do infinito.

2 comentários :

Gabi 11 de novembro de 2010 16:26  

Acho lindo o fato do nosso infinito ser pro mesmo lado.

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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