terça-feira, 9 de novembro de 2010

Paragens.

Vida
Estaleiro de sonhos
Fábrica de passados
Onde vão se apertando absurdos
Com chave inglesa
Escudos de metal pesado escodem
Os pulmões obtusos
Por cigarros
Entre as paragens do meu corpo
Demoram quaisquer certezas
E a cerveja que se bebe, sem gosto,
É hesitante
O futuro que se espera sem remédio... Hesitante
E toda a mecânica das pernas
Caminhantes sós, e só
Pela metade
Porque triste mesmo é este canteiro de obras
É claro, inacabadas
Onde se cobra trabalho inútil
Onde se arrasta uma alma-jato
Bem maior
Do que sua fuselagem.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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