segunda-feira, 8 de novembro de 2010

7 transas, 4 tatuagens e 2 poetas.

Quero nascer o meu poema da pele dela
E nela escrevê-lo
Como quem arranca a essência
Vou expô-la sem piedade
Ao meu domínio
Nos seus olhos que me dizem coisas
Eu submerjo, imanado com força
Gozando em cada tatuagem
Uma estrofe de volúpia
Sucumbido em beijos
Adstringentes
Ardentes por seu cheiro imbuído
Em minha cama, em minhas roupas
Num poema que verte aos poucos
Da ponta de uma língua que lambe
Desesperadamente
Aquele corpo
Onde eu meto, eu falo, eu sinto
E me faço tatuar
Nos seios dela, no pescoço
Nos olhos
Nos versos que ela expulsa no papel
Por mim amassado
Enquanto nós
Com as pernas trôpegas
Nos queimamos sem limite
E sem retorno
Na babel desse desejo
Vasto
E rouco

2 comentários :

Layla 22 de janeiro de 2011 18:59  

gostei.
Esse me lembrou o trecho de Budapeste, que é um do meus trechos prediletos ("O Geógrafo" todo, se estivesse a venda...!!!)

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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