quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Botafogo às 14:00h

Caí da cama mais cedo
Oito e pouca
Pensei o dia inteiro
Intrigado... Até a fome chegar
E levar meu pensamento embora

Caiu a tarde nublada
Vicejando nas vagas consciências
Em trânsito
Caio eu, em nostalgia,
Em frente à praia
Tenho espasmos de pânico
O futuro machuca

Caiu a chuva que me molhará
Cai a ficha
Caem as máscaras deste mundo cão
Vacilante nas avenidas
Embatucado de infelicidades
Gente volúvel, maquiada
Autoiludida

Caio eu no velho projeto de silenciar meu lamento
E falho... Faço barulho, respiro
Mesmo parado.

Tento entender o moinho
Queria crer no amor
Como a potência que cria o movimento
Que expulsa a gente do colo da mãe
Pra inventar a saudade
Que faz Botafogo parecer mais bonito que o Méier

Um dia cometo uma loucura
Antes que a urgência pelo pão me amortize
Ainda me atiro a nado através da enseada
E vou distribuir abraços e poemas
De barco em barco

1 comentário :

Borderline 16 de outubro de 2010 00:02  

Aqui também, mas às 15:00, tem chuva marcada
E um barco
Um barco desabraçado pela loucura a se cometer

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP