quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A mão da arte.

Na seara do desejo
Tudo são olhos abertos
Tudo são cordas que vibram
O meu corpo, um disparate
O aperto da mão arte
Me bulindo sem pudor

Na seara do desejo
É a tinta que me pinta
É o poema que me escreve
As terminações nervosas
Se expandem pra além da pele
A beleza esconde o medo
A dor que me faz gozar

Na seara do desejo
Toda a fé está exposta
O sentido é o sentimento
O contato é a resposta
O inferno é a vontade
de querer ser sempre mais...

De querer parar o tempo
Na seara do desejo.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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