segunda-feira, 12 de julho de 2010

Fugiu?

Um copo vazio,
eu,
na seara do tempo.
Já meio cheio
transbordei,
sei lá...
A palavra sumiu.
Acabou-se a poesia lírica.
E o arquétipo...
Fugiu?
Eu
esqueci das coisas.
Pós-modernismo, teatro e cinema,
sei lá...
Wong Kar-Wai e Jerzy Grotowski
me abandonaram.
Acho que se mudaram de mim...
Eu
não tenho mais o que dizer.
Não justifica nada dizer
nada.
Pareço ser todo agora um artifício,
um ar, um éter...
Repouso dormente no mar
morto.
Eu
só quero um copo cheio
de vazio.
Mormente eu não quero querer!
Mas quero tudo, mas quero apenas
a dor.
Eu quero ser... Sei lá,
a catarse? Sei lá...
Escolho a esmo.
Se choro ou se rio
é o mesmo.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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