sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Poética (I) revisitada...

De manhã me deito
De dia durmo
De tarde acordo
De noite ardo.

A oeste a sorte
Contra quem vivo
Do sul lascivo
O afago e o corte.

Outros que contem
Nexo por nexo.
Eu surto ontem.

Faço amanhã
Morro onde há espaço:
- Meu tempo é nunca.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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