quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pasárgada revisitada...

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do Bandeira
Aqui não tenho eira nem beira
Aqui não é o meu lugar

Vou-me embora pra Pasárgada
Gastar o meu pé-de-meia
Vou beber Iced Coffee
Lá não existe puta feia
(Manuel que me falou...)

Nunca mais farei ginástica
Andarei de pernas bambas
Cairei de burro brabo
Fugirei do pau-de-sebo
Beberei água do mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do asfalto
E desperto sem relógio
Sem carteira
E celular

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem regras muito bem feitas
Pra evitar a exceção
Tem musas para os artistas
Vodka com preço baixo
E um monte de cantinhos
Que é pra gente fornicar

Vou-me embora pra Pasárgada
Já que em mais lugar algum
Vou achar tantos amigos
Vou tomar chá de sumiço
Vou perder o meu juízo
Vou esquecer de onde eu vim

Vou-me embora pra Pasárgada

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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