quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Ponteiro.

Larga a minha mão!

Porque a quina da rua
se dobra na frente
da cara da gente.

Percebe a minha mão!

Eu que corto um dobrado
esquivando, escaldado,
A sua sombra no chão.

Sucumbe à minha mão!

O ponteiro me arrasta
de hora pra hora
o meu pé já falseia
e o chão não demora
em comer o que sobra
do milissegundo
que ainda nos finca
a raiz neste mundo

Então sente a minha mão!

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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