quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Drama.

Dopado de sarcasmo, eu corro
por caminhos obscuros e oníricos.
Não sei se à busca de qualquer enredo
ou de um cenário em que se encaixe o drama.

Na acepção de um personagem, eu
vou sucumbindo à dor e ao prazer
onde a existência é um quadro de Chagall
e a realidade é o erro dos sentidos.

Mas, por favor, não arregale os olhos
se entre espasmos de amor e morte
eu aspergir, como se fosse tinta,
uma verborragia de rancores.

Fiquei pra ver o sol, apenas eu,
muito ofegante e vilipendiado
pelo desejo que assaltou o trajeto;
pela saudade que assaltou o objeto.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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