sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O astro e a sombra.

- Por que mataste, em mim, o que tu mesma amavas? Eu que era astro vivaz, e hoje durmo...

- O fiz para estar de todo saciada, pois que na brisa de um sonho eu me deitei, e contra os velhos lençóis eu me insurgi...

- Mas para que o fim, se desta morte não sobra nem mesmo o sabor do esforço? O teu delírio e tua cama de sonhos permanecem em ti, e a insurgência é um estigma. Percebes que esta morte só adia o gozo?

- Não sê cínico! Percebe tu os meus perigos! Eu que pari tão imensa paixão, e a vi crescendo, como posso me atinar com a realidade sem que deste delírio eu necessite a morte?

Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP