terça-feira, 22 de dezembro de 2009

PA-LA-VRA

Apenas espero, com ânsia.
Minhas mãos tateiam o silêncio, e se esgotam na carne,
e a vontade de olhar é maior do que os olhos.
Balbucio um chamado e inscrevo, num nome,
a ausência.
Mas nenhuma palavra contém
a mensagem
(Ou coisa alguma?).
E dos meus lábios sabotados pela dúvida
Escapam letras, que cavam
o buraco.
Tão mesquinhas que, às vezes, omito
o prazer da pronúncia:
PA-LA-VRA.
Mas não me posso furtar à expectativa
sobre o que deva haver de um outro lado
onde minhas mãos se esgueiram e procuram...
Talvez Deus, o orgasmo,
ou a palavra?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Bom dia.

Ficou o maldito gosto, e eu não consigo engolir, escovar, ou cuspir. Acho que a tua saliva deu prole em minha boca. Acho que o teu silêncio seqüestrou o meu gênio criador, de tal forma que todas as histórias se inflexionam na tua história, e todas as minhas palavras se valem dos conceitos e das semânticas que inventei para o teu propósito. Vejo crescer, nos jardins do assombro, uma insaciável cadeia de signos e ilusões: Quando digo “- Bom dia”, este “bom” e este “dia” não podem pretender-se mais do que os teus seios nus a atritar minha língua. Ou se assisto ao “Quarto 666”, de Wim Wenders, a pergunta do diretor a respeito do futuro do cinema não me empurra além de uma crise sobre o papel que desempenho neste cenário vulgar, ou acerca da tua morte em minha imago-trama.



Se não se pode sangrar um sujeito para lhe pôr lá dentro um ponto de vista, não seria a comunicação, portanto, semelhante ao caminho por que somos reconduzimos em nós mesmos? Em minha vida este é o caminho por que sou inelutavelmente reconduzido a você.



Lingüística a parte, o problema mesmo é o trauma, no sentido mais Freudiano da coisa. O que tem me sugado é a cicatriz sensorial em meus desejos, que permanece passiva e irresoluta, tal como toda cicatriz. Melhor viver e purgar mil vezes a dilaceração orgânica de um “Lavoura Arcaica” do que sofrê-lo em dose única. Eu vejo que este mal sem resgate vai empilhando velhas imagens de si mesmo, mas nunca se reprojeta, nunca se rememora, tampouco se esgota. Incrusta-se tão prolífero quanto saliva dormente em minha boca; tão colérico que já não gozo mais em tatear tuas coxas nos meus piscares, e sinto apenas nada.



Como a Alice de “Closer”, você me escapou de entre os dedos, mas eu já cria no teu personagem. O mal estava feito. Agora eu me recolho a perguntar no escuro, com palavras já supersaturadas de sentidos:



- Quem é você?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A morte de A.

No dia 16, após uma overdose de filmes experimentais e pornôs de baixo orçamento, A. sentiu fisgar em seu peito o anzol da morte. No seu apartamento da Rua B., na Zona Sul do R.J., figurava sobre o aparador o olhar grunge de Caetano Veloso na luva de um LP sem nome, datado de 1967, e adquirido num sebo ali bem próximo. Na capa de cores escandalosas, uma alusão prosaica ao paraíso da bíblia: tinha Eva e tinha a cobra, mas tinha também um cacho de bananas e um dragão estilizado de forma um tanto ridícula. Trocando em miúdos, o que o desenho parecia buscar era a reafirmação do “nheco-nheco” e do “fuqui-fuqui” que tanto se diz haver na brasilidade, e todo o tico-tico-tucu-tucu-batemacumba-iêiêiê que vem no pacote. Cruel pensar que A. morreu ao som de “superbacana”, logo este homem que tanto sonhava em morar na D., bem longe daqui.



Ao passar dos dias o corpo começava a deteriorar-se, e não havia ninguém que virasse o disco na vitrola. Aquele silêncio era perturbador. Por volta das 14h do dia 17 surgiram uns modernistas, que chegaram em bando para deglutir os restos de A. Os antropófagos não desperdiçaram nada, nem as meias sociais, que ficaram com O.A., nem o disco de Catetano, que ficou com T.A. Com a oçada do morto levantaram uma escultura de vanguarda, mas depois destruíram, porque ficara mais pra Dadá do que pra Pagu, e assim não dava pé. O sangue, por sua vez, foi enlatado e pintou o vermelho de imensos murais, mas sobre estes eu já não sei o destino que deram...



Já no final da tarde apareceram outros: uns cães esquálidos, uns acadêmicos viciados em gardenal, uns arqueólogos bipolares e uns adolescentes ociosos. A coisa foi crescendo e a multidão se aglutinava densamente entre os cômodos, cantando as canções favoritas de A., e abrindo a geladeira, e revistando os armários. Destes grandes ícones de porra nenhuma, a figura do arqueólogo bipolar me é a mais risível. Eu confesso um prazer misantrópico ao projetar algumas cenas, à exemplo: “Encontrei, é a tíbia de um hominídio datado de 546546546 anos atrás! Há de ser o primeiro registro de um Homo Sexual! Ficarei milionário, ah, como não! Iates e belas mulheres em Ibiza! Se bem que o Homo Sexual nem é tão proeminente, mas o registro não é inútil. Se bem que a tíbia é um osso pouco representativo... E os arqueólogos, hum, estes não ganham dinheiro com descobertas. Ainda nem reconheceram a profissão! Ai, ai. Estou tão triste e tão só. Talvez a morte me dê guarida...”.



Depois que toda a gente refestelou-se, ficaram mesmo só os adolescentes ociosos. Eles são sempre os últimos a ir embora de qualquer evento, e eu ainda não entendi se é por serem adolescentes ou por estarem ociosos, mas não importa muito. Até apareceram uns artistas pós-modernos querendo dar um cacete em O.A., mas, ao ver que ele já fora embora, logo o esqueceram e resolveram garimpar o acervo de filmes experimentais e pornôs de baixo orçamento. Era tudo estranho porque parecia que A. tornara-se um uma essência incrustada em cada objeto da casa, e que gritava para não o tocarem, mas não o ouviam (além de mim). A carne era dura e desgostosa, mas ninguém ousou comentar. O que aconteceu em seguida foi que os adolescentes empilharam os discos do defunto e sentaram-se sobre eles para jogar videogame. Ficaram lá com a cara grudada na TV de plasma recém-comprada e com 3 prestações não quitadas. Jogaram até o mundo acabar, por volta de 2012...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

La Fenêtre.

Si ma vie se terminer
E quelqu'un me reconnaître
Laisse mon corps à demi-nu
Les yeux vers la fenêtre

Pour que le poids de ces débris
N'empêche pas la vigilance
Du mon cadavre pourri
Qui se plonge dans le silence...

domingo, 15 de novembro de 2009

O Corpo e a Relva.


Ainda Primavera... Uma pena. O inverno me cai melhor na pele, e só o outono consola, humilde, esta saudade. Corro da metrópole sem pé nem cabeça onde fui abortado, até invadir o bosque que circunda a urbes. Deixo as roupas no fim da estrada, e carrego comigo apenas o abstrato, o que couber no sinuoso da memória. Meu corpo nu explora o solo e as folhas, e eu me sacio da sede de me perder do mundo e dos adjetivos. Não temo o cruel, e nem o escuro, mas abomino fatalmente a solidão do cárcere, e em seu contato vomito a bile da alma até secar por completo... Até ser pó.



Iludido pela ótica nos troncos, eu confundo as minhas mãos com a silhueta de uns galhos antepostos à lua, e minha respiração é tão escrupulosa que nem mesmo os animais da noite poderiam notá-la. E não digo de palpite: uma coruja ocupava um trecho próximo à árvore sobre cuja raiz meu corpo se estendia. Em simbiose com a relva, somente os olhos da ave me recobravam a urgência da morte. Porque, para mim, a realidade era o não ter um nome, nem tempo, nem olhos de ave a me furtar do sono. Saltavam em destaque os seus balões-neon, uns corpos assemelhados a astros, e mais ainda na perspectiva de quem os vê deitado e dopado do desejo de enxergar, este desejo que tanto me excita... "São as estrelas do teto do meu quarto!", eu pensava. "Aquelas mesmas, as funcionárias exemplares deste cinturão de sonhos. Pena que, justo hoje, apenas duas vieram me ninar em cama fresca e imensa..."



E a tal coruja voyeur nos privou - a mim e a ela - de qualquer comunicação. Fiquei ali, em monólogo, coberto pelas vigas da angústia mais introspecta do mundo, que se chegou imperativa e ergueu um palácio sobre os meus ombros. Por pura falta de planos mais nobres, tracei a meta de chorar naquela noite... Pois chorei. As lágrimas lavaram o marrom da terra que encimava a carne imóvel, e as estrelas de coruja multiplicaram-se no vidro baço da córnea úmida, embora cada uma de suas centelhas desgarradas não levasse consigo a estima da "stella mater". Mas sem surpresas quantos aos termos desta equação, pois já conheço a máxima dos sonhos que se alastram mórbidos na calada do bosque: eles são os que, se não degeneram, também nada constróem.



Vem a brisa, que resvala em meu rosto molhado e espalha os cabelos no breu. Já não sei quase nada, mas sei que o afago do vento é indescritivelmente prazeroso...



* Os créditos da imagem pertencem à "Domingos Xavier": http://www.flickr.com/photos/vilarsuente/2801188674/ - Licenciada em Creative Commons

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O astro e a sombra.

- Por que mataste, em mim, o que tu mesma amavas? Eu que era astro vivaz, e hoje durmo...

- O fiz para estar de todo saciada, pois que na brisa de um sonho eu me deitei, e contra os velhos lençóis eu me insurgi...

- Mas para que o fim, se desta morte não sobra nem mesmo o sabor do esforço? O teu delírio e tua cama de sonhos permanecem em ti, e a insurgência é um estigma. Percebes que esta morte só adia o gozo?

- Não sê cínico! Percebe tu os meus perigos! Eu que pari tão imensa paixão, e a vi crescendo, como posso me atinar com a realidade sem que deste delírio eu necessite a morte?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Aspas e Reticências

Preciso partir
Preciso ficar
Aspas e reticências
Querem me arrastar
Para além do eixo
Do meio-dia
E no pó da anomia
Me atordoar...
Me espancam, me deixam cá
Embriagado e louco.

Preciso partir
Preciso ficar
Doutrinas e decências
Querem me atinar
Para aquém do orgasmo
De todo dia
E no pó da anemia
Me assassinar
Me sanam, me deixam cá
Equilibrado e morto.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Oboísta do Villa.


A tarde é suave naquele beco do centro, pois mais parece que todo o desespero ao redor se intimida e murcha frente à música transbordante nas janelas do Villa. Lembro-me que era intervalo entre as aulas de sax, e eu, jogado num banco, contava as bolas pretas do chão emborrachado. Mas o ócio por lá não deixa impune ao seu praticante, dito que, mesmo sem notar, a gente mergulha cada vez mais a fundo nos sons, a gente vai tomando aquela cacofonia instrumental como uma parte importante de si. É uma experiência intensa e, o que mais importa, é ímpar. Alguns sons despertam frescos e ingênuos, dos quais fui cúmplice nas fracassadas investidas ao sax tenor, enquanto outros, de tão maduros se tornam constrangedores ao sujeito que ainda pouco ou nada sabe de música.



Voltando, então, ao intervalo, o fato que houve ali foi nada espantoso para o ambiente em que se encerra: a vez quando vi e ouvi, quase sem direito à repetição, as aulas-ensaio da oboísta, cujo nome ou quaisquer outras informações eu nunca pude saber. Só sei que a moça, somada ao seu instrumento, compunha uma obra de rara beleza, e ambas as partes se abortariam no vago da outra. Eu a contemplava... Era pictoricamente linda, não nego, lembrava algo pintado por Vermeer num instante de inspiração maior, coisa que, se me jurassem verdadeira, eu jamais arrogaria duvidar. Porém não só desta beleza sobrevive a arte, e sim de uma outra mais viva, triste-sincera, trágico-profunda, em que a oboísta parecia investida da cabeça aos pés. Era um estímulo inequívoco à audição e à visão, e digo até obsceno, pois os sentidos são cúmplices em suas escolhas, e não havia como proibir o tato, o olfato e o paladar de reclamarem seu quinhão em algo tão sublime. Confesso que a realidade das minhas lembranças é duvidosa, já que desfila fantasias com que os poetas cobrem a vida concreta. Mas quem pode falar com razão em realidade além do sonho? A mim parece mesmo que a existência, nua de qualquer adorno, é somente o vácuo da biologia, lugar onde este texto não tem graça ou nexo algum. Por isso eu peço “licença poética” às idealizações.



Por fim, me lembro que vi aquela instrumentista mais algumas vezes, embora não muitas. E mais algumas vezes deleitei sua música como um voyeur, um hedonista diante de um prazer proibitivo e desconhecido. E justo aí sobressalta o paradoxo das contemplações: eu jamais saberei se, no caso de conhecê-la e trazê-la para a imundice do material, de humanizá-la, se a sua imagem seria igualmente perturbadora e atraente, e se os poucos minutos das poucas vezes em que a vi tocar seriam, assim mesmo, tão magnéticos. Porque há vezes em que o mistério é o que move e choca, e, não sendo tudo, é pelo menos o maior pedaço. Antes que me apontem, eu digo que não, que nunca tive uma paixão pela oboísta, ao menos como chamam por aí em seu sentido mais pleno de preconceitos e distorções... Ao menos não por ela enquanto ser específico. Ela era apenas uma parte de algumas tardes, e talvez eu quisesse mesmo me apaixonar por tudo o que pudesse, por cada pequena expressão da alma manifesta, por cada tentativa de conhecer um pouco mais o amor e seus ícones, e as pessoas que pelo mundo passam. Acho que eu quis desesperadamente tê-la com seu oboé, e dela saber tudo, e cercá-la o quanto eu pudesse. Mas não há tempo para todas as contemplações, descobertas e paixões, e o que realmente me intriga é a semântica deste verbo “ter”, do qual ainda não pude decifrar a forma, mesmo que com ele eu insistentemente me depare. É, eu sei: a única verdade é que não posso procurar verdades nos olhos e nos ensaios da oboísta...



* Os créditos da imagem pertencem à "Starrise": http://www.flickr.com/photos/starrise/382467193/ - Licenciada em Creative Commons

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Por uma arte alforriada


A arte precisa sair do armário. Mas não é um armário qualquer, vulgar. Falo de um tipo muito bem acabado, construído com madeira nobre e conservado desde muito... Desde talvez, quem sabe num chute, a antiguidade clássica. Neste armário simbólico habita uma arte eremita, a que passeia de mãos dadas à pintura e à escultura, e que resiste surda aos múltiplos meios e ferramentas que a história humana não cansa de nos presentear. A arte que, sem sequer dizer adeus, abandonou uma criatividade órfã à própria sorte, numa postura de rejeição aos sentidos para, então, se fiar obcecada aos rótulos. Esta vem sendo uma arte que não conhece a poesia, a prosa, a prosa-poética, o cinema, a música, a fotografia e toda a anarquia criativa que, em tese, deveria nortear o fazer artístico, tanto da arte-palavra quanto da arte-conceito. Uma arte fria, nunca chacoalhada, com suas moléculas em serena inércia... É nela, e somente nela, que existe espaço para um relicário de títulos esvaziados, a exemplo do infortunado “7ª arte”, representante máximo da tentativa de não homogeneizar a arte-conceito ou a arte-palavra, e também de não admitir seus diálogos densos e significativos. Enfim, de não tomar o caminho óbvio por sua unidade.



Este que busco definir é o panorama insano onde os críticos encontram terreno fértil para classificar e julgar a liberdade criadora, para dizer – caso cheguem mesmo a elencar a escrita enquanto “arte” - que a poesia “assim-e-assado” é feia, ou que a fotografia e o cinema pertencem a uma casta “industrial” de arte maculada, que não tem sangue puro e que não janta à mesa com suas irmãs mais velhas. Vivemos na pós-modernidade, um tempo em que os rótulos resistem somente pelo imenso pavor advindo ao menor suspiro de sua ausência... São como a casca de algo que se vê sadio, mas que, ao contemplar o interior, nos deparamos na podridão disfarçada. A marca da agonia dos rótulos é, paradoxalmente, a sua multiplicação descontrolada, num grito último e desesperado de manutenção da ordem, porque a mudança é sempre uma empresa incômoda, e, ao abrir o armário de que falei no início, provavelmente saltarão aranhas e suas teias, e a poeira do tempo perturbará as narinas do sujeito.



E como pode, na pós-modernidade, se sustentar de pé um ideal tão hipócrita de arte? Pior que isto, como pode subsistir um gargalo tão cruel para a própria criatividade humana? A palavra “arte” por si mesma deveria ser explodida, junto com todos os conceitos de cartilha, destes que a gente se cerca quando está confuso... E então os espíritos criadores vagariam inomináveis e livres pela terra. Mas, vá lá, a utopia não pode me guiar intempestivamente e, ao pisar no chão, esta idéia da explosão já não me persegue com ares de realidade. Mas quando se fala de arte, e isto é sério, ainda não se exuma todos os cadáveres que dela fazem jus. Existem mortos esquecidos na chacina das classificações, e há um imenso todo criativo que clama por liberdade de auto-identificação, o que é facilmente notável na multiplicação de termos e adjetivos a que me referi como um “grito último”. Há algo de muito errado na tentativa de carimbar os conceitos e os rótulos, mesmo que, em tese, o seu papel seja facilitar a complexa organização da vida, e não nos privar dos sentidos, como tem ocorrido. Desta privação perturbadora nós temos o sinal mais claro apenas à hora em que os letreiros deixam de enumerar para enforcar as idéias, porque estes carimbos são errantes, são grilhões e guilhotinas. E então nós marchamos para um estado de dormência sensitiva, seguimos armados de uma intelectualidade inútil rumo ao dia em que a arte será apenas uma cobaia apática e estéril, prostrada às análises mais ociosas... E sem a arte – leia-se criatividade – nós somos muito pouco, ou nada, porque ela é expressão do mais sincero estado da psicologia humana, e não existe por acaso. É preciso esperar por ela, e rogar por ela, pois nossas mãos permanecem atadas, e nossos olhos são turvados na urgência dos conceitos, já que de nada serve repeli-los se deles somos reféns... E se não há saída, só resta crer, mas que seja sinceramente, obsessivamente e violentamente, em uma criatividade legítima, em uma arte alforriada!



* Os créditos da imagem pertencem à "Torley": http://www.flickr.com/photos/torley/2329063813/ - Licenciada em Creative Commons

Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP