sábado, 15 de março de 2008

Percalço.

Corpos mutilados pelo chão do cárcere
Gritos de crianças rotas pela dor
Potes de frieza, restos de calor
E um ódio denso me escurece a face


Manhã macabra vez em quando nasce
E a obscena imagem do momento
Denota ao mundo um existir pequeno
Fazendo eterna a rapidez da fase


Pois um carrasco que na cela passe
A dialogar com as expressões e os medos
Mesmo que sofra pelos próprios dedos
É um justíssimo exemplar da classe


À qual pertence essa diacronia
Esse percalço conciliador
Voluptuosas expressões de horror
Entre o partir da noite e o vir do dia

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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