quinta-feira, 6 de março de 2008

Este moroso passo.

Agora modifiquei os métodos,
Porque as coisas não têm sido fáceis
Cada vitória é uma derrota anterior,
À glória que se segue,
O que, convenhamos senhores,
É um cansaço...


Eu deduzi que este moroso passo,
Dois pra trás, um pra frente,
Têm sido, contundentemente,
Um fracasso.
A quem se pode culpar, logicamente?
A mim mesmo e aos senhores todos.


Porque temos sido rotulados,
Porque temos sido desgastados
Nas rodas dos que não perdoam,
O erro alheio...
E por que somos assim, senhores?
Porque estamos errados!


Errados por passar as férias,
Deitados,
Errados por permanecer,
Prostrados.
Errados por fazer muito caso dos outros,
Por ser passivamente acolhedores,
Por amar e por ser fracos.


Você que chora como um imbecil,
O leite derramado,
Olhe bem a minha cara, e o gosto,
Do beijo não beijado.
E o que somos nós senhores?
A crueldade e a ilusão de um sonho,
Nunca realizado.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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