segunda-feira, 14 de maio de 2007

Suja.

Em suas mãos eu me sentia suja
Perambulavam ares de loucura
Por entre as minhas entranhas
Como o prazer do pecador que apanha
Ou da menina que mentindo, jura.

O seu suor me arrepiava a pele
E eu te escondia no meu corpo esguio
Por entre cada curva
Como a canção do trovador na chuva
Cantada para seduzir um rio

E quando morde a dobra do pescoço
Faz desabar a noite em minhas idéias
As mãos se desesperam
Como crianças que de um conto esperam
As aventuras de mil odisséias

A nua ausência quando acordo sua
Perturba o vil silêncio em minha cama
A solidão exulta
Como voltar à mesma antiga lama?
Ou Dionísio se esquecer da uva?

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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