quarta-feira, 2 de maio de 2007

Sofreguidão.

Menina febril
Teu desejo é fragrante como a pele das acácias
Tua carne é um pavio
Que arde os contingentes de um navio de almas

Menina sutil
Vem colher a grossa neve devastando o amor
Teu corpo é o estio
Que esclarece a solidão da derradeira flor

E no cio da vez
Em que eu lhe desvendar o meu maior pecado
Meu prazer é tua tez
Prostrada à espera de um toque inesperado

Menina febril
Cansa qual criança na noite que vem
Teu colo é um rio
E no espelho de tuas águas eu irei além...

1 comentário :

Maynette,  2 de maio de 2007 20:11  

já t perguntei isso uma vez mas: pq vc n publica um livro?!?! =)

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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