domingo, 6 de maio de 2007

Ode à humanidade.

Homo sapiens pesquisando sobre sua criação
Aventura, no escuro, as cobiças da razão
Homo sapiens ansiando a liberdade de uma ave
Dispara-se contra tudo mesmo que tudo se acabe

Homo sapiens faz um baile pra comprar sua alegria
E chora quando não pode mais vestir a fantasia
Homo sapiens que não bebe a existência gole a gole
Entorna o poço mais fundo até que a alma se enrole

Homo sapiens vai à escola descobrir os seus valores
Homo sapiens vai à igreja cultuar os seus senhores
Nasce surdo e morre cego com tamanha vaidade
Passa a vida passageiro de um vôo para a verdade

Cada qual é desumano de um jeito diferente
Homo sapiens não enxerga mais que um palmo a sua frente
Dispara-se contra tudo mesmo que tudo se acabe
Homo sapiens é uma rocha sonhando ser uma ave...

1 comentário :

Felipe 7 de maio de 2007 23:11  

Hum, gostei muito do texto. Especialmente, do último verso... "Homo sapiens é uma rocha sonhando ser uma ave..." Muito bom mesmo, Pedro; parabéns!

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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