segunda-feira, 14 de maio de 2007

Infantis Marujos.

Cheirava à brisa aquele dia nosso
Em que almoçávamos bombons de festa
Um som de céu pacato qual seresta
E qual a vista das melhores praias

Gurias desfilavam mini-saias
Se esturricando ao sol do meio-dia
A aposentada se afogou, gemia
Tramando um boca-a-boca nos surfistas

E nos castelos de areia e sonhos
A nossa pátria se estabelecia
Com seriedade de legisladores
E toda a graça que há na fantasia!

Nas longas tranças d’água e seus caminhos
Cada sereia escorregava as formas
Desajeitadas como são as focas
Conquistadoras como são golfinhos

Tatuís, mariscos, caramujos,
Escapavam como bem podiam
Das mãos peraltas de infantis marujos
Das pás de plástico que perseguiam

Nossos minutos se multiplicavam
Nas brincadeiras de aprazer à alma
Se o mar é muito e todo tempo é pouco
Aprenderemos a nadar com calma...

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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