segunda-feira, 30 de abril de 2007

Vive.

Nasce como sopro da manhã que vem
Passa como a chuva que eu tentar beber
Salta como o tempo da palavra amor
Corre como o impulso que quiser pensar

Canta como quem não aprendeu a dor
Tem um jeito torto de olhar pra mim
Busca o fim do céu, e se não tem mais fim
Sabe que o infinito é seu maior ardor

Brinca como quem não pára de chorar
Chora a passarela em que não vê final
Voa sem mover as pernas do lugar
Sonha a eternidade sem saber seu mal

Dá a cara à tapa sem temer a cruz
Dança como louca em qualquer lugar
Faz da madrugada o esplendor da luz
Morre como quem já sabe a hora H...

2 comentários :

Thai 1 de maio de 2007 00:31  

"Dá a cara a tapa sem temer a cruz
Dança como louca em qualquer lugar" isso lembra me o passado!
=D
mas eu gostei sim!
e parece uma musikinha! com ritimosinho bossa!
cool!!!

Juliana 3 de maio de 2007 20:05  

Vc já sabe que eu amei essa, mas vim deixar escrito...

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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