domingo, 31 de dezembro de 2006

0 x 0

O último dia do ano... E parece que cada ano tem passado mais depressa... As últimas 22 horas e 46 minutos de mais um eterno recomeço. É angustiante, mas é bom que mude. Não posso ter um balanço positivo nem negativo de um ano que simplesmente não tem balanço. Foi um ano de pura estagnação e espera. Sempre esperando esquecer alguma coisa, ignorar outra, consertar um erro aqui e ali... No fim do ano já é tradição: é quando vem o desespero de ter feito dos 365 dias apenas manhãs laranjas, tardes cinzas e noites negras. Pouca poesia nesse ano, no papel e também na vida. É fácil quando não há conquista alguma, não há desafio, não há risco... Mas também não há intensidade. Foi um ano de manutenções e negligências. Apenas mantive tudo como está e fui procurando mascarar as dúvidas, as dores e as vontades.

Desse ano eu parto como um jogador frustrado. Saí exatamente como entrei. Naõ perdi, nem ganhei. O mal é a agua na boca que fica e ri de um homem que nunca arrisca, o que, inevitavelmente, é como um longo e tedioso empate.

Em 2006, fiquei no 0 x 0.

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Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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