quarta-feira, 12 de abril de 2006

que jeito ?

Não posso mais dizer que não
Se meus olhos provam-te o contrário
Se minhas mãos, errantes por teu corpo
Vem descontar na letra estremecida...

Se ainda restar no peito a vida,
Vive no sono a aflição da dúvida,
É o querer desmedido nos pequenos atos,
Dos quais não sabe-se que a culpa,
É a triste mudez que se encontra no peito.

Talvez seja um grosso e involuntário erro,
A não omissão de pequenas partes do meu eu,
Sequer de mim mesmo...

Idealizar o amor é uma virtude,
Amar demais é meu maior defeito.
Para que guardar a frase, e de que jeito ?
Se o meu temor atira da garganta,
Um impulso maldito, que grita, que chora,
Que canta...

Não surtarei por ser vítima da irracionalidade,
Não posso mais pintar o quarto em breu,
Sucumbir a vida em coerência,
E me esconder na noite...
Não precisava te contar a novidade,
A Verdade, bem o sabes,
É que eu te amo.

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Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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