quarta-feira, 12 de abril de 2006

O bêbado e o eremita.

Se amor e ódio andam juntos, então são como a vitória e a derrota... Mas quem gosta da derrota, ou quer o ódio ? Se amor e ódio então, são de certa maneira, coisas conexas, então melhor é estar longe de ambos... Se melhor é estar longe do amor e do ódio, melhor é ser frio, solteiro e pacato... mas todo homem frio, solteiro e pacato busca um pouco de amor... Então seria o amor a metade cheia de um homem vazio? Então estaria o amor em todos os lugares, assim como um deus?
É sabido que nem todo homem frio, solteiro e pacato bsucando o amor, o acha... e bebe, e cai febril de álcool e mulheres... seria então a busca do amor o achar do pecado? Poderia encontrar equilíbrio o homem que "eremitar" na montanha longinqua e buscar um deus? Sem querer poderia encontrar amor ou saudade... Poderia encontrar no beco mais inesperado, um pensamento vinculado a alguem... Então esse homem bêbado, ou esse eremita, estão sempre buscando um só ponto onde todas as virtudes e todos os seus pecados convergem...
Afinal, de que outra forma se explica o achar do amor no pecado, da cura na bebida, da solidão no sexo, e ainda usar-se de Deus como o coringa das diversas frustrações?

Não existe coerência se tanto o amor, como a solidão, são partes vivas de uma mesma busca...
Se tanto o bêbado como o errmita não sabem onde começa a alegria, continua a nostalgia, se alonga em tristeza e volta à alegria... O homem é, ao mesmo tempo, completo e incompleto porque pensa e é livre para isso: ele ama, odeia, deseja e repudia, pois é dos seres mais sintéticos: Concatena todas as coisas em uma só, tornando o seu mundo um grande teatro de temas inesperados...

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Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

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"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

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