quinta-feira, 27 de abril de 2006

a dúvida.

Certas horas é demasiadamente injusto pensar que o preço da vida é a dúvida, e o preço da dúvida é a infelicidade...
Bem clichet: "como tirar da cabeça vultos que habitam o coração ?" o assunto é mais que batido, mas nesse caso, a verdade sempre será uma quimera. Poderia ser natural duvidar, mas há as horas em que essas dúvidas enterram um pobre homem, e por segundos poucos não o fazem sucumbir. A sensação é descabida, o mesmo que levar um "xeque mate" da vida, não há caminhos, nem escolhas, não há portais do tempo nem do espaço... não há fuga. A dúvida é um veneno de doses diárias, é definhar à prazo, é um chute na prova de múltipla escolha... não se pode acertar, nem errar, sem fugir à culpa.

É o fantasma da própria crueldade,
que deixa o homem solto na jaula do livre arbítrio:

"- Se entregarás ao remorso de um algo que fez?
Ou de algo que não fez?"

0 comentários :

Manifeste-se!


Sobre o blog...

Vivo com Chronos uma relação de contemplação e medo, e à hora de matá-lo minhas mãos balançam: hesito. Meu fracasso é ser menor do que todas as possibilidades, o que é a mais pura condição humana. E numa luta desesperada contra o deus (ou a favor dele?) eu lhe oferto o que ainda me resta... Porque o tempo quer tudo, mas eu só tenho palavras.

Seguidores...

Sobre a dúvida...

"É-nos impossível saber com segurança se Deus existe ou não existe. Por isso, só nos resta apostar. Se apostarmos que Deus não existe e ele existir, adeus vida eterna, alô, danação! Se apostarmos que Deus existe e ele não existir, não faz a menor diferença, ficamos num zero a zero metafísico." - Albert Camus

  © Blogger templates The Professional Template by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP